Participei nesta sexta-feira (6), da audiência pública que discutiu a Violência no Trânsito local, momento oportuno para reforçamos as ações integradas com os demais órgãos de suporte e apoio que visam diminuir o número de acidentes em nossa cidade, sobretudo os que levam à fatalidades.
Deixei claro, de início, que a visão de uma solução educacional, que insira de forma contínua a educação para o trânsito na vida escolar de nossas crianças, é imprescindível, pois se fizermos isso com constância, em 10 ou 15 anos, colheremos os reflexos positivos dessas ações.
Acredito ser necessário que a população entenda que, assim como o trânsito violento, sentimos as consequências e gritamos contra elas, pois também somos causa disso tudo.
Quando dirigimos sem cinto, sem cobrar o cinto do passageiro, sem colocar as crianças em suas cadeirinhas de forma adequada, estacionamos “rapidinho” em local indevido, em vagas especiais, dirigimos sem habilitação, sem capacete, alcoolizados, sem carteira de motorista, etc, estamos reforçando a prática errônea.
Somos bons em reclamar fiscalização mais intensa: “Onde estão os guardas?” E melhores ainda em reclamar quando a multa chega em nossas casas.
Queremos que as pessoas andem dentro do limite de velocidade, para assim reduzir as possibilidades de acidente fatal, mas não queremos passar acima da velocidade no pardal e sermos multados por isso.
Como em uma realidade paralela, as pessoas cobram uma presença mais evidente dos agentes nas ruas, ao passo que avisam em grupos de WhatsApp sobre as blitzes, para que os parceiros, que andam de forma irregular (e nós sabemos disso), possam desviar delas e seguir na irregularidade. É complicado!
Essas atitudes somadas, matam 5 pessoas por hora, todos os anos no Brasil.
Portanto, acho importantíssimo cobrarmos as autoridades competentes por melhoras na engenharia de trânsito, na qualidade das vias e cobrar sua presença de forma mais abrangente no fluxo. Agora, que isso não sirva de desculpa para que a gente se sinta no direito de achar que nossos costumes equivocados no trânsito são uma espécie de exceção que nos livra de compor as trágicas estatísticas das quais agora nos lamentamos.
Precisamos promover uma mudança de mentalidade urgente, culpar menos os fatores externos e começarmos a mensurar quanto falta de nossa parte para contribuirmos eficientemente para essa melhora.