Encerrando o calendário de atividades do ano de 2017, a Câmara Municipal de Boa Vista, realizou na tarde desta terça-feira, 19, uma audiência pública sobre Mobilidade Urbana.
A iniciativa teve por objetivo ouvir os mais diversos e controversos pontos de vista a cerca da implantação do projeto de Mobilidade Urbana na capital.
A sociedade civil participou através dos representantes das associações de pessoas com deficiência, Sindicato dos Postos de combustíveis, associações de ciclistas além do poder público representado pelas secretarias de Obras, Segurança e EMHUR, Conselho Regional de Engenharia.
O vereador Renato Queiroz lembrou que embora muito já tenha sido feito em benefício de todos, o planejamento dos espaços precisam ser mais discutidos para que de forma harmônica, os diversos tipos de necessidades sejam atendidas.
"A unanimidade prática em Mobilidade Urbana é um aspecto quase que inatingível, mas destacamos que Boa Vista avançou muito, diante de outras cidades e capitais. A visão da gestão municipal é ampla e busca atender as particularidades da maioria e diante das demandas apresentadas vamos atuar e ouvir as pessoas para tentar equilibrar as necessidades às possibilidades”, ponderou.
Outro aspecto defendido durante a audiência foi da necessidade de uma maior consciência e observação dos espaços divididos entre pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas por parte dos mesmos.
A observância da legislação vigente foi defendida pelos secretários presentes, uma vez que para a execução das obras de Mobilidade Urbana a integra das normas devem ser observadas:
“Sempre haverá necessidades para serem atendidas.Nós recebemos demandas diárias dos órgãos controle para atender aos mais diversos pedidos e os pedidos são controversos pois aquilo que atende ao ciclista, não agrada ao cadeirante, o que atende ao cadeirante não agrada ao deficiente visual e por aí vai. É complicado”, declarou o secretário de segurança Raimundo Barros.
Renato avaliou que a tônica da audiência permeou entre a perfeição a ser alcança e a realidade vivida.
Para Queiroz as decisões a serem tomadas pela Casa, têm que ser focadas na sobriedade e observância das Leis vigentes.
“Existe um código de trânsito brasileiro que está a cima de tudo que se foi dito e não adianta discutir e apresentar as soluções apenas na esfera municipal. Precisamos levar essa discussão para outras esferas, nossa parte pode ser feita, mas não jogando para população e apelando para a desinformação de alguns para sugerir soluções impraticáveis”, declarou.
Para finalizar, conclamou a todos, para que se organizem de forma mais ampla e cobre as demandas a quem cabe, não jogando apenas a responsabilidade sobre os ombros do Município.