Durante a audiência pública que discutiu a situação da questão energética em Boa Vista, os vereadores ouviram atentamente as explicações do representante da Roraima Energia, os apontamentos que elucidaram questões obscuras na prestação do serviço à comunidade.
O diretor técnico da empresa, Rodrigo Moreira, destacou que o estado é vinculado ao sistema nacional e segue os parâmetros apontados pelo ministério de Minas e Energia, vinculado à Agência Nacional de Energia Elétrica ( ANEEL), sendo apenas as questões de distribuição atribuídas à empresa.
Ele explicou também que os reajustes nas tarifas seguem um cronograma anual estabelecido pela ANEEL, com data base em novembro de cada ano.
Rodrigo apontou que dentro do município os maiores investimentos da empresa estão programados para serem aplicados na região do bairro Cidade Satélite, que atualmente recebe o maior fluxo populacional, conforme os levantamentos e que novos grupos geradores de energia já estão na cidade de Manaus aguardando os trâmites alfandegários para reforçar o quadro gerador local.
Explicou ainda que em Boa vista existem três fornecedores de energia e que a rotina de trabalho foi drasticamente modificada a partir da interrupção do fornecimento através do linhão de Guri.
“Precisávamos melhorar nossa rotina de manutenção porque a partir da interrupção do fornecimento da Venezuela e com o aumento do consumo, motivado pela nossa expansão população, quase houve um colapso no sistema porque estávamos preparados para tender interrupções esporádicas, não fixas”, explicou.
O vereador Renato Queiroz se disse satisfeito com as explicações e destacou que a solução está vinculada à interligação ao sistema nacional e investimentos em fontes limpas de energia.
Para Renato, a retórica em torno da construção do linhão tem que sair da esfera das promessas e partir para execução, por dentre outros aspectos, ser uma situação que tange às questões de segurança nacional, uma vez que Roraima, que além de não ser o único estado interligado ao sistema nacional, está geograficamente posicionado em uma tríplice fronteira.
“Além dos serviços públicos ofertados pelo município temos os inconvenientes gerados à população e insegurança dos sistemas de controle e que resguardam nossas fronteiras. É inadmissível em pleno 2019, ainda estejamos vivenciando isso. Onde precisa de resolutividade e empenho sobram desculpas e ineficiência”, criticou.